Acorda
às 5:00 a.m toma seu banho e aquele café para terminar de acordar e para tomar
coragem de encontrar o ônibus. Completamente lotado tão lotado que passa por
vários pontos o trânsito é menor do que o da volta porque na volta todos os
carros voltam no mesmo horário, mas na ida vão em horários separados. Espremido
chega ao terminal para pegar mais um ônibus, a famosa baldeação que hoje foi
insana devido à empresa estar rodando com menos carros devido a problemas
elétricos. Uma luta sem fim que termina quando se chega ao serviço sim atrasado
claro, mas isso pode ser compensado na hora de ir embora e o dia já começa
difícil para todos os guerreiros da manhã. O sono esta em todos os olhares é
segunda o dia mais odiado por muitos, o fato de estar vivo me faz agradecer a
Deus e vamos vivendo da maneira que o mundo quer com um pouco do nosso jeito.
Quem sou eu
- Doug
- Bem-vindo (a). Por aqui verás emoções que tive, que tenho, que sempre as terei.
domingo, 26 de maio de 2013
Alguns jovens do novo século
Os
assuntos são diversos: teatro, musica, festa, meninos, meninas, fim de semana
prolongado, roupas, falam mal de meninos ou mal de meninas e claro sexo. O
celular não sai das mãos e ao mesmo tempo fazem um infinito de coisas, mas
todas de maneira superficial; nada é realmente verdadeiro. Há pouco diálogo
entre eles que sejam dignos de nota os assuntos que são tratados estão no plano
comum, e o celular não sai das mãos.
Palavrões
mil! São jovens do novo século, século novo, entretanto o mesmo pensamento das
outras gerações que são chamadas de irresponsáveis pelos mais velhos que foram
chamados de irresponsáveis pelos mais velhos que...
E
nesse ciclo vê-mos a vida se repetir. “Evolução” isso é só uma teoria e os
jovens seguem sendo preparados para ter o melhor celular o melhor carro a
mulher mais desejada ou o cara mais bonito a melhor roupa, enfim o efêmero.
Sem a senha
Durante
nossos dias, nos surpreendemos com muita coisa seja, uma boa ou má ação, ou algo que foge
de nossas realidades, e isso aconteceu comigo. Não vou precisar o dia, mas foi
no colégio onde trabalho: conversando com um grupo de alunos sobre a vida
perguntei como havia sido o final de semana e um deles me disse que havia sido
uma bosta porque estava sem internet em casa. Indignado com aquilo, disse em tom
de brincadeira que existe uma vida fora da tela, existe um mundo onde as coisas
não são apenas imagens, as coisas são REAIS. Uma das meninas que estava na roda
solta a seguinte frase: “Eu sei professor, mas eu esqueci a senha para o mundo
real”. Ao ouvir aquilo fiquei sem reação tamanha foi minha surpresa e o que
respondi foi simples: “Não é necessário senha”. E meus questionamentos sobre a
evolução voltaram ao ver que produzimos celulares e computadores, mas não
produzimos mentes que são capazes de viver longe de suas próprias criações. Não
há coisa melhor do que conversar olhando nos olhos de um amigo ou rir junto com
ele ao invés dos inúmeros rsrsrss ou kkkkkkk, que fazem parte da vida de todos
que estão na internet. Ao ouvir aquilo lembrei de pessoas que não vivem se não
publicarem nada a cada dez minutos, literalmente escravos dos status virtual, que é pior que busca, também errada pelo status frente a sociedade. Não preciso
de senha porque vivo no mundo embora não faça parte dele totalmente.
Tempo
Corre
devagar quando não quero
E some
quando o aproveito ao máximo
Senhor
Tempo
E depois
de tudo o que passei
Das
voltas no relógio percebo
O quanto
as coisas não mudaram dentro de mim
Como
jurei a mim mesmo há anos atrás
A essência
continua
A poesia
em mim prevalece
O poeta
calado continua quieto
Observando
e vivendo as coisas
Todas
no seu tempo
As lagrimas
já não caem tanto
O coração
esta com mais cicatrizes
A reflexão
é o porto seguro
E o
aprendizado se faz
E
qual é o tempo agora?
Só irei
saber depois que o mesmo passar
E perceberei
se o vive da maneira que ele me pedia
Viver-se-ei
certo ou não sei, mas tentarei não desperdiçá-lo.
domingo, 19 de maio de 2013
Volta
O
farol esta no vermelho, os rostos cansados o olhar no relógio e a mente
trabalha a passo de tartaruga, VOLTA. Tantos carros e estes vão para onde? E
nestes mesmos carros vejo em sua maioria apenas um “tripulante” e os caminhos
de minutos se tornam uma jornada, VOLTA. Nas calçadas “soldados” com suas
bolsas onde levam um pedaço de casa todos os dias. Batalham pelo lugar no
ônibus, ônibus que vem para por a prova todas as questões da física, e o stress
esta envolta de todos! A paciência se foi com o passar das horas, se foi no
esbarrar no ônibus na ida, no pisar sem querer na hora da ida, nos olhares
ameaçadores. Os poucos privilegiados que vão sentados dormem enquanto seu ponto
não chega VOLTA.
É só
mais uma sexta para muitos isso não importa pois muitos nós irá trabalhar e
amanha haverão os mesmos rostos cansados carros “vazios” ônibus lotados e tudo
isso para que??
E o
sinal continua vermelho
Volta.
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