E as gotas caem do céu
Os olhos podem até estar as vendo
Mas são os olhos teus que ele encontra
No cair da chuva
Raios no céu
Raiou a estrela no coração meu
E do meu coração, para ti, os versos nasceram
A chuva será que veio para quantificar a saudade que sinto?
Os trovões seriam a minha raiva por não estar com você?
Não sei, só quero que a chuva embale seu sono, meu sono
E nossos versos
Quem sou eu
- Doug
- Bem-vindo (a). Por aqui verás emoções que tive, que tenho, que sempre as terei.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
sábado, 9 de agosto de 2014
Moldura
O
mundo me molda aos poucos em um processo lento e doloroso como a mais demorada
das cirurgias, a diferença é que não estou sedado, muito menos anestesiado,
estou vendo e sentindo tudo.
Nascemos todos com asas, e essas vão caindo
pena por pena à medida em que os dias passam, vejo transformações magníficas e
também vejo as coisas de maneira diferente antes das tais mudanças. O mundo
molda-me através do cinismo das pessoas, da desconfiança, do medo, de dores, do
que era tragédia e hoje é comédia.
Espero um dia terminar de ser
moldado e esse artesão chamado mundo não se preocupa com o resultado de sua
obra, pois para ele não faz a menor diferença quem vai sofrer é a obra grotesca
que ele transforma. O amor não consegue me moldar dei tantas chances a ele e
não obteve sucesso.
O mundo me molda aos poucos em um
processo lento e doloroso.
Coração
E dos versos faço
O coração que eu, desenhando cada traço
Reverbero os medos
Revelando meus segredos
Mostrando-me ser fraco
Engraçado que apenas coração de poeta
Sofre desse mal,
pois além de simples...
... Palavras escritas por um lápis em um papel são
necessárias que a cada
Uma haja um pesar diferente
E palavras são vida para os poetas
E por tal estranheza
Acredita que sua morada
E seu papel, lápis ou caneta
E se traduz por meio delas
De tal modo que, apenas quem realmente
Tem o coração vivo às sente.
Não é qualquer pessoa que entende o
Coração de um poeta... Talvez seja por isso, que Há um
monstro chamado medo, a habitá-lo
E por ter o coração raro
Paga o preço caro
Entrega-se sem sobra de um pedaço
Não dá descanso para si, nenhum pequeno espaço
E os inimigos internos se tornam
Fortes, como o mais forte aço
E o coração fica gelado
O mal sem querer o faz
Afasta aqueles que sempre trouxeram
A tão sonhada alegria
A tão desejada paz
O tão sonhado amor
Aprende que amor, não é e talvez nunca seja o que lhes
falam
E mesmo com toda essa sua delicadeza
Inocência, pureza e grandeza
Corre os mais sérios riscos
E aprende sozinho o que realmente é amor
E então entende que talvez seja algo que não seja para
ele
Um simples coração de poeta...
By Douglas and Beatriz
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Sobre a manhã
Acordo e com muito custo me levanto e vou tomar meu banho, a água é quase fria no início e vai esquentando com o passar do tempo assim como eu que até aquelas gotas não havia acordado.
Tudo pronto, hora de trabalhar e ao abrir o portão a natureza me presenteia com o beijo suave e molhado da garoa levíssima que quase não sinto. Olho para o céu e vejo à minha direita o céu azul com nuvens brancas e à minha esquerda nuvens cinzas e carregadas num céu escuro. Admirado que fiquei, fiz a inevitável comparação entre o bem e o mal e tive que ir para as trevas ou se preferir a escuridão, pois meu ônibus passava do lado de lá.
E a natureza presenteou-me novamente com outra dádiva: "a luz" estava se sobrepondo "as trevas" , mas não por completo. Pensei: "Por melhor que sejamos, existe algo não tão bom em nós".
E continuei nessa minha analogia e cheguei ao amor que também é belo, tem seus momentos de trevas, mas se é amor mesmo prevalecerá e as luzes somadas mostrarão a constelação que há em nós.
E cheguei no trabalho e pude notar que a tal luz me guiou e protegeu até lá e as trevas ficaram para trás e o dia começou igual para todos, menos para mim que tudo vi ao olhar para os céus.
Tudo pronto, hora de trabalhar e ao abrir o portão a natureza me presenteia com o beijo suave e molhado da garoa levíssima que quase não sinto. Olho para o céu e vejo à minha direita o céu azul com nuvens brancas e à minha esquerda nuvens cinzas e carregadas num céu escuro. Admirado que fiquei, fiz a inevitável comparação entre o bem e o mal e tive que ir para as trevas ou se preferir a escuridão, pois meu ônibus passava do lado de lá.
E a natureza presenteou-me novamente com outra dádiva: "a luz" estava se sobrepondo "as trevas" , mas não por completo. Pensei: "Por melhor que sejamos, existe algo não tão bom em nós".
E continuei nessa minha analogia e cheguei ao amor que também é belo, tem seus momentos de trevas, mas se é amor mesmo prevalecerá e as luzes somadas mostrarão a constelação que há em nós.
E cheguei no trabalho e pude notar que a tal luz me guiou e protegeu até lá e as trevas ficaram para trás e o dia começou igual para todos, menos para mim que tudo vi ao olhar para os céus.
sábado, 28 de junho de 2014
A minha paz
E assim me encontro
Naquele tal ponto
Que de vez em quando
Está sobre mim se impondo
E no travesseiro meu
Sonho e pesadelos duelam para nele habitar
E o que será do pobre que aqui escreveu?
O que nele está a atormentar?
Os pesadelos desistiram e decidiram comigo caminhar
E a paz que o dia todo estou a almejar
Só habita no travesseiro
Onde meus sonhos consigo encontrar
E os sonhos querem sair
Mas seu grito a esperança já não está a ouvir
Um último suspirar e...
... A hora de partir
sábado, 21 de junho de 2014
Medo
No corpo febril o calor inquietante
A cabeça está fraca e nada ajuda
A febre de alma e de espírito sufoca
E os medos tomam conta
Medos do passado meu e seu
Medo das portas que deixamos abertas
Medo das portas que vamos abrir
Medo...
... E o corpo febril ferve
O suor desse consistente
Como gotas de sangue
Medo!
Medo!
E a voz quase não grita
E ninguém a ouve
Medo!
Morram todos vocês antes de mim
Febre revelando os maiores medo
O medo do fim
O medo do ontem
E a incerteza do amanhã
Sótão
No meu sótão interno
Rimo com saudades do inverno
Maturando-me tornando-me mais belo
Refletindo ao mundo externo
Só por muito tempo caminhei
Tão longe de mim me encontrei
E no deserto de mim por dias andei e avistei...
... o lago e nas margens dele contemplei
O que tanto procurei... essência
E no lago mergulhei
E pensando que a plenitude havia encontrado
Vi do outro lado, sonho que quis sonhar, mas nunca havia sonhado
Tão bela! E eu
Só mente, um quase poeta
E ela mergulhou e veio me encontrar
Vi que o lago oceano veio a se tornar
E olhando as estrelas no céu
Vi que no chão ela me fez lua
E que minha vida é completada pela dela
Só não mais vivo
Tão me sinto, mais que infinito
Carta da saudade
Bem, aqui quem fala é a saudade. Estou incomodada com o que todos dizem a meu respeito. Ninguém senti saudade daquilo que foi ruim algum dia, até eu sinto saudade, então não falem mais "saudade ruim", pois você está mentindo e isso é muito feio.
Eu sou boa e bela, pois eu faço com que as pessoas se reencontrem mais felizes com intensa alegria quando me matam. Digo que sou louca porque fico tão feliz quando me matam.
Só fico triste quando as pessoas deixam de me ter porque é um sinal de algo que poderia ser bom acabou.
Peço que compreendam-me e que continuem a me matar e que eu fique cada vez mais forte.
Eu sou boa e bela, pois eu faço com que as pessoas se reencontrem mais felizes com intensa alegria quando me matam. Digo que sou louca porque fico tão feliz quando me matam.
Só fico triste quando as pessoas deixam de me ter porque é um sinal de algo que poderia ser bom acabou.
Peço que compreendam-me e que continuem a me matar e que eu fique cada vez mais forte.
de todos,
Saudade
terça-feira, 27 de maio de 2014
Um dia
Vontade
Metade
Saudade
Invade
Tristeza
Impera
Metade
Inteira
Vontade
Impera
Invade
Saudade
Tristeza
Invade
Inteira
Metade
Vontade
Saudade
Impera
Saudade
Vontade
Impera
Inteira
Tristeza
Metade
Impera
Metade
Saudade
Invade
Tristeza
Impera
Metade
Inteira
Vontade
Impera
Invade
Saudade
Tristeza
Invade
Inteira
Metade
Vontade
Saudade
Impera
Saudade
Vontade
Impera
Inteira
Tristeza
Metade
Impera
Vai-se/ Vem-se
Vão-se os carros
Vão-se as motos
As ruas cheias
As mentes vazias
Os dias se vão
E o vão dos dias não se vai
Fica o silêncio
Fica a suposição
Fica a angústia
De ser-se sim ou não
E o agora se vai
O tempo esvai
O mal fica
Se solidifica
Cruel, o senhor Tempo ramifica
O que o coração chora, luta, sangra e grita
Vai-se a vida
Vem-se a morte
E o que vence
Não convence
Constrói barreiras
No íntimo da gente, a penumbra fria surpreende
Vence a vida
Morre o "eu" na gente
Vão-se as motos
As ruas cheias
As mentes vazias
Os dias se vão
E o vão dos dias não se vai
Fica o silêncio
Fica a suposição
Fica a angústia
De ser-se sim ou não
E o agora se vai
O tempo esvai
O mal fica
Se solidifica
Cruel, o senhor Tempo ramifica
O que o coração chora, luta, sangra e grita
Vai-se a vida
Vem-se a morte
E o que vence
Não convence
Constrói barreiras
No íntimo da gente, a penumbra fria surpreende
Vence a vida
Morre o "eu" na gente
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