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Bem-vindo (a). Por aqui verás emoções que tive, que tenho, que sempre as terei.

sábado, 21 de junho de 2014

Medo

No corpo febril o calor inquietante
A cabeça está fraca e nada ajuda
A febre de alma e de espírito sufoca

E os medos tomam conta
Medos do passado meu e seu
Medo das portas que deixamos abertas
Medo das portas que vamos abrir

Medo...
... E o corpo febril ferve
O suor desse consistente
Como gotas de sangue

Medo!
Medo!

E a voz quase não grita
E ninguém a ouve
Medo!
Morram todos vocês antes de mim


Febre revelando os maiores medo
O medo do fim
O medo do ontem

E a incerteza do amanhã

Sótão


No meu sótão interno
Rimo com saudades do inverno
Maturando-me tornando-me mais belo
Refletindo ao mundo externo


Só por muito tempo caminhei
Tão longe de mim me encontrei
E no deserto de mim por dias andei e avistei...
... o lago e nas margens dele contemplei
O que tanto procurei... essência

E no lago mergulhei
E pensando que a plenitude havia encontrado
Vi do outro lado, sonho que quis sonhar, mas nunca havia sonhado

Tão bela! E eu
Só mente, um quase poeta
E ela mergulhou e veio me encontrar
Vi que o lago oceano veio a se tornar

E olhando as estrelas no céu
Vi que no chão ela me fez lua
E que minha vida é completada pela dela
Só não mais vivo
Tão me sinto, mais que infinito


Carta da saudade

Bem, aqui quem fala é a saudade. Estou incomodada com o que todos dizem a meu respeito. Ninguém senti saudade daquilo que foi ruim algum dia, até eu sinto saudade, então não falem mais "saudade ruim", pois você está mentindo e isso é muito feio.

Eu sou boa e bela, pois eu faço com que as pessoas se reencontrem mais felizes com intensa alegria quando me matam. Digo que sou louca porque fico tão feliz quando me matam.

Só fico triste quando as pessoas deixam de me ter porque é um sinal de algo que poderia ser bom acabou.


Peço que compreendam-me e que continuem a me matar e que eu fique cada vez mais forte.


de todos,
Saudade

terça-feira, 27 de maio de 2014

Um dia

Vontade
Metade
Saudade
Invade
Tristeza
Impera

Metade
Inteira
Vontade
Impera
Invade
Saudade

Tristeza
Invade
Inteira
Metade
Vontade
Saudade
Impera

Saudade
Vontade
Impera
Inteira
Tristeza
Metade
Impera

Vai-se/ Vem-se

Vão-se os carros
Vão-se as motos
As ruas cheias
As mentes vazias
Os dias se vão
E o vão dos dias não se vai

Fica o silêncio
Fica a suposição
Fica a angústia
De ser-se sim ou não

E o agora se vai
O tempo esvai
O mal fica
Se solidifica
Cruel, o senhor Tempo ramifica
O que o coração chora, luta, sangra e grita

Vai-se a vida
Vem-se a morte

E o que vence
Não convence
Constrói barreiras
No íntimo da gente, a penumbra fria surpreende
Vence a vida
Morre o "eu"  na gente

domingo, 25 de maio de 2014

!

E a evolução segue, mas não é o que vejo nos homens. Continuam a guerrear (o que já é sem explicação) por dinheiro seja com armas ou não, mas oprimindo o "mais fraco" que em nada é diferente do "poderoso", continuam incompreensíveis, impacientes, egoístas e não ligam para como, mas sim em possuir o material.

Premissas como igualdade, irmandade, caridade entre outras não existem e o homem continua a fragmentar a sua vida: horas de sono, ida e volta de trabalho, escola e poucas horas permitindo-lhe viver com quem se ama.

E amar hoje é uma dura missão onde todos apenas valorizam o sexo e o poder de possuir o outro, que é visto como um objeto que quando "quebra" ou está "enjoado dele(a)" é logo descartado por todos. Viver algo verdadeiro está cada vez mais complicado visto que o ORGULHO vem para mumificar e deixar os pensamentos na caverna de cada um de nós. Além disso a persistência em erros e o medo de dar a vida mais do que ela pede impede a evolução. A zona de conforto é boa e tranquila e sair dela não é bom para os que a consideram o seu lar.

Tecnologias são criadas a todo momento, e a importância com a natureza é uma fusa se fomos classificá-la como se faz na notas musicais. O pôr-do-sol o luar é por poucos admirado, feliz aquele que ainda olha com admiração as estrelas.

E as telas estão cada vez mais sensíveis ao toque, e quando o mesmo será sensível ao homem.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O amor

O amor inspira
A vida então respira
Mais que um breve pulsar

O amor inspira
A vida celebra
A corrente que ninguém quebra

O amor inspira
A vida resplandece
As coisas boas que a dor escurece

O amor inspira
A vida traduz
O universo belo que você me conduz

O amor inspira
Minha vida aclama: você!

Como meu eterno amor.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Alguém

Aí a vida te mostra o sonho que tenho: alguém para a vida toda. Alguém que estará comigo independente do que aconteça. Alguém que seque minhas lágrimas e que as faça cair de alegria e felicidade. Alguém, mas não pode ser qualquer pessoa tem de ser a metade minha, a pessoa que aceitará meus defeitos e me faça tentar ser melhor todos os dias.

Alguém para comigo chegar à velhice. Alguém que fique comigo até os últimos dias de minha vida, alguém que me conquiste sempre, todos os dias, Alguém que me valorize e me ame como sou e que me faça bem.

Alguém que diga o que preciso ouvir, alguém que esteja do meu lado mesmo sem estar do meu lado fisicamente. Alguém que me faça escrever poesias, cantar canções e que nos enxergue, que enxergue o nosso amor seja nos versos, seja nas notas ou acordes. Alguém que leia o meu olhar e diga o mesmo por meio do mesmo, alguém que complete as frases que deixar incompletas, alguém que me faça rir muito e que ria das minhas brincadeiras. Alguém que ajeite a gola da minha camisa, que reclame da minha histeria. Alguém que erre tanto quanto eu e que tenha a mesma vontade de ser melhor para ela e conseqüente para mim também.

Alguém para que eu faça tudo isso que pedi e que possamos construir o nosso lugar seja como for e onde for e que o amor seja a essência nossa.




segunda-feira, 31 de março de 2014

Desistia

E deram cores onde não havia
E deram acordes à musica que nascia
Deram morte à doença que tinha vida

Deram rima a rara poesia
Deram voz ao desejo que morria
Deram passos ao longe caminho que fim não se via

Deram a cada lágrima caída
A força requerida para a dificuldade ser vencida
Deram o sorriso e alegria para aquele que aos poucos da felicidade desistia.

quarta-feira, 12 de março de 2014

O poeta e a caneta



Deram ao poeta um papel e uma caneta bela com uma cor rara que foi feita para ele, pois ele era o poeta mais famoso de todo o condado, porém, ele só usou lápis durante toda a sua vida e não sabia manusear aquele artefato que lembrava o lápis, mas que não o enganava. E disseram a ele que teria uma grande diferença com caneta: não se podia errar, o poeta ficou pasmo com tamanha notícia e pensou que seria difícil ser perfeito, visto que o lápis dá a oportunidade de melhorarmos cada vez mais as linhas, e assim o poema fica perfeito aos olhos do poeta.

E lhe tiraram o lápis e a borracha, e o aprisionaram em uma gaiola no meio da cidade , onde todos poderiam vê-lo escrever, como uma espécie de desafio que movimentava a população. E lá ele estava, apenas com a caneta e o poeta foi escrevendo e seus versos nunca ficavam do seu agrado, e por não ficarem bons ele não era libertado da prisão. E o poeta perdeu a vontade de escrever e logo depois de perder tamanha vontade, veio a falecer deixando essas palavras:

Tiraram-me o erro e muitas vezes alcançamos o nosso melhor a partir deles. Quando me deram a tal caneta que por mais que tenha a aparência bonita no papel, não me possibilitava a mudança e os versos ficam frios e sem vida. Então uma tristeza em mim foi batendo, se não posso errar não posso escrever e por não poder escrever não mais viveria e os dias ficaram escuros como as noites, noites essas que nunca acabavam.

Agora me vejo cansado e prestes a ir.
Com mais pesar que carinho
O poeta.


E não demorou muito para o poeta naquela noite virar mais uma estrela no céu, e mais uma história no meu papel onde usei lápis e borracha.