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Bem-vindo (a). Por aqui verás emoções que tive, que tenho, que sempre as terei.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Alguém

Aí a vida te mostra o sonho que tenho: alguém para a vida toda. Alguém que estará comigo independente do que aconteça. Alguém que seque minhas lágrimas e que as faça cair de alegria e felicidade. Alguém, mas não pode ser qualquer pessoa tem de ser a metade minha, a pessoa que aceitará meus defeitos e me faça tentar ser melhor todos os dias.

Alguém para comigo chegar à velhice. Alguém que fique comigo até os últimos dias de minha vida, alguém que me conquiste sempre, todos os dias, Alguém que me valorize e me ame como sou e que me faça bem.

Alguém que diga o que preciso ouvir, alguém que esteja do meu lado mesmo sem estar do meu lado fisicamente. Alguém que me faça escrever poesias, cantar canções e que nos enxergue, que enxergue o nosso amor seja nos versos, seja nas notas ou acordes. Alguém que leia o meu olhar e diga o mesmo por meio do mesmo, alguém que complete as frases que deixar incompletas, alguém que me faça rir muito e que ria das minhas brincadeiras. Alguém que ajeite a gola da minha camisa, que reclame da minha histeria. Alguém que erre tanto quanto eu e que tenha a mesma vontade de ser melhor para ela e conseqüente para mim também.

Alguém para que eu faça tudo isso que pedi e que possamos construir o nosso lugar seja como for e onde for e que o amor seja a essência nossa.




segunda-feira, 31 de março de 2014

Desistia

E deram cores onde não havia
E deram acordes à musica que nascia
Deram morte à doença que tinha vida

Deram rima a rara poesia
Deram voz ao desejo que morria
Deram passos ao longe caminho que fim não se via

Deram a cada lágrima caída
A força requerida para a dificuldade ser vencida
Deram o sorriso e alegria para aquele que aos poucos da felicidade desistia.

quarta-feira, 12 de março de 2014

O poeta e a caneta



Deram ao poeta um papel e uma caneta bela com uma cor rara que foi feita para ele, pois ele era o poeta mais famoso de todo o condado, porém, ele só usou lápis durante toda a sua vida e não sabia manusear aquele artefato que lembrava o lápis, mas que não o enganava. E disseram a ele que teria uma grande diferença com caneta: não se podia errar, o poeta ficou pasmo com tamanha notícia e pensou que seria difícil ser perfeito, visto que o lápis dá a oportunidade de melhorarmos cada vez mais as linhas, e assim o poema fica perfeito aos olhos do poeta.

E lhe tiraram o lápis e a borracha, e o aprisionaram em uma gaiola no meio da cidade , onde todos poderiam vê-lo escrever, como uma espécie de desafio que movimentava a população. E lá ele estava, apenas com a caneta e o poeta foi escrevendo e seus versos nunca ficavam do seu agrado, e por não ficarem bons ele não era libertado da prisão. E o poeta perdeu a vontade de escrever e logo depois de perder tamanha vontade, veio a falecer deixando essas palavras:

Tiraram-me o erro e muitas vezes alcançamos o nosso melhor a partir deles. Quando me deram a tal caneta que por mais que tenha a aparência bonita no papel, não me possibilitava a mudança e os versos ficam frios e sem vida. Então uma tristeza em mim foi batendo, se não posso errar não posso escrever e por não poder escrever não mais viveria e os dias ficaram escuros como as noites, noites essas que nunca acabavam.

Agora me vejo cansado e prestes a ir.
Com mais pesar que carinho
O poeta.


E não demorou muito para o poeta naquela noite virar mais uma estrela no céu, e mais uma história no meu papel onde usei lápis e borracha.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Na morada

Na morada que a vida me deu
Encontrei a paz que tanto procurei
Na morada que como braços de anjo
Acolheu meu coração


Na morada encontro o
Verso da poesia que
Tanto pensava e queria
Que se fizesse presente em
Toda a minha vida


E na tinta branca uma gota de marrom
E na morada agora pintada
Com tais cores misturadas
Fazem o mais belo tom

Na morada, em ti encontro abrigo
Vejo que tudo é belo
E me sinto querido


Ah... que saudade de estar com a ...
Na... morada até quando ela permitir
Até além do meu último pulsar.

 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Panaceia (Alquimia)

E eu busco através da alquimia transformar o ouro no amor que falta a todos nós, a sobrevida transfigurar-se em vida que é o que merecemos. Transformá-lo nos sonhos que deixamos de buscar.

E a pedra filosofal para se transformar tudo isso está onde ninguém esperava, não está extinta está dentro de cada um de nós... Coração que pulsa e sangra exalando a verdadeira riqueza em cada pulsar... VIDA.


É no coração que está à panaceia de todos nós a panaceia na dose certa para cada um. Ouça-o, liberte-o e assim as coisas serão consertadas dentro de ti.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

...

"E as claves assim como as notas saem do papel
Ganham vida e tocam 
Na partitura da vida 
Que em mim semeastes

E fazes tudo além do que posso imaginar
Tudo além do que mereço
E as gavetas são recheadas de história
Do livro que se eu contar para todos
Apenas tu conseguirás dimensionar
E interpretar! A nossa história musicada"

Bruno em fragmentos de A-D

domingo, 26 de janeiro de 2014

Você/Eu

E o que vai me impedir de lhe ver?
Será a chuva? O sol? O frio?
Não, nada vai me impedir

Os seus olhos
Seu abraço
E tudo que forma você
É necessário para mim
Para que assim
Eu viva feliz. Enfim...

E digo mais:
Quando se aproxima a hora de lhe ver
O senhor eu te amo vem a eu dizer
Que és tu que quero para sempre
Até depois do fim

E nada vai me impedir de dizer
Em voz alta ou baixa
Ou com meu olhar
Ou com meus gestos
Que és tu que habitas em mim

E cada passo que a ti é dado
Há prazer maior de estar ao teu lado?
Há algo melhor que teus carinhos? Teu cuidado?
E que eu permanecer assim:

Sendo eu teu e tu sendo em mim

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Pensarar, pensarando

Pensarar,pensarando 
Tu me fazes perder a gramática 
E ganhar o infinito... 
...Pensarando 


Misturo infinitivo com gerúndio 
Nesse bem infinito contínuo que 
É ficar em ti Pensarando 


E as horas passam 
E eu em ti pensarando 
E a saudade aumenta meu pensarar 
As dores da vida ficam menores 
Quando em ti fico a pensarar 


Pensarar? 
Agora o infinitivo está dobrado 
Como o sustenido que dobrastes em mim 
E eu... 
...Reinvento a gramática 
Lhe amando na prática... 


...Pensarando 


Na poesia branca e livre da pragmática 
E pensarando em ti 
Liberto-me de todo o ruim 
Que poderia chegar a mim. 


Pensarar,pensarando!

Dona Lua

Dona Lua, boa noite! Estou aqui procurando uma estrela,
Dessas que só existem uma,
Que seu brilho é além de todos os brilhos já vistos.


Só que no céu olhei e olhei e
Só vi estrelas iguais.
Onde ela está se não no céu?
Já dei conta até das cadentes e nada dela


O que Dona Lua?
Ahhh sim! E se eu ligar as estrelas como pontos?


E ligando os pontos marcados pelas estrelas
Lhe encontro, lhe sinto, lhe respiro
E ligando de outro modo, me inspiro e escrevo
 Todos os textos que minha mente a ti puder dedicar



quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Pesadelos (Noites que não vão terminar)

E no meu pesadelo as sinapses cruzam-se e doem, mais uma noite sem sono. Uma onomatopeia de gritos estranhos ecoa de todos os lados do quarto vazio e da cama que não está ocupada, e o sono foge de minhas mãos. O arbítrio fora arbitrado, e agora não tenho mais como fugir de tudo isso e preso a esse tal medo estou, e as sinapses ficam mais dilatadas e os encontros cada vez mais nervosos.